A disputa eleitoral em Alagoas tem ganhado força no embate nas redes sociais, dia após dia. Só que essa disputa, cada vez mais presente nos discursos, está dando margem a informações ao eleitor, que podem não ser tão fieis à realidade, como no tocante ao sensível tema da Educação Infantil.
Na segunda-feira (04), o pré-candidato ao Governo do Estado de Alagoas, Renan Filho, afirmou a trabalhadores da Educação, em vídeo publicado no seu Instagram, que a capital alagoana é a cidade com menos vagas em creches em todo o estado. Mas não é isso que mostram os dados oficiais divulgados pelo governo estadual e municipal.
O programa Gigantinhos, da Prefeitura de Maceió, fez a capital atingir a marca de 22 mil vagas na Educação Infantil em apenas cinco anos, com 18 unidades construídas, mais duas previstas para serem inauguradas nos próximos meses e outras sete com Ordem de Serviço assinada e investimento na casa dos R$ 100 milhões.
A título de comparação, em oito anos de implantação, o programa Creche Cria gerou cerca de 16 mil vagas na Primeira Infância, distribuídas em 80 municípios alagoanos.
Os Gigantinhos de Maceió foram pensados para não só suprir uma carência histórica de vagas em creches na cidade, mas para oferecer à população um modelo inspirado no que acontece em Medellín, na Colômbia. As unidades funcionam em tempo integral para crianças de 0 a 6 anos, com seis refeições diárias, sistema de ensino bilíngue, cozinha industrial climatizada, onde as merendas são feitas a partir da agricultura familiar; salão de beleza, atendimento odontológico e, em uma delas, até teatro.
Conforme os dados, Maceió não apenas tem vagas em creches, como dobrou a capacidade em apenas cinco anos, ultrapassou a oferta do Estado e adotou uma proposta de funcionamento espelhada em um sistema internacional já consolidado.
