Que ninguém me diga que foi “a dureza da lei”.
Isso se resolve quando se quer - usando, ressalte-se, os caminhos legais.
Objetivamente: se o Palácio quisesse ajudar o petista nesse embate da Justiça Eleitoral, teria dados passos decisivos, como fez nos processos cabeludos das eleições de 2022.
Da mesma maneira, os Calheiros, se assim entendessem, também teriam colocado o seu prestígio junto ao Judiciário a serviço do representante da esquerda alagoana – o único – na bancada federal de Alagoas.
Paulão, sabe-se, vinha batendo de frente com os “aliados” e atingiu o clímax da “rebeldia” ao anunciar que pretendia disputar o Senado.
Muitos atribuem aos embates do deputado petista com o Palácio, com os Calheiros e até com o prefeito JHC a perda do seu mandato de deputado federal.
Não duvido que isso tenha contribuído muito para a queda - derrubada - de Paulão, que parece irremediável a essa altura (apesar de ainda haver recurso junto ao TSE).
Talvez seja melhor para o petista histórico se dedicar a sua campanha deste ano, com as armas que tem e com o discurso mais independente que vem adotando nos últimos anos.
Como me disse ontem um personagem sereno e bem entrosado com o poder em Alagoas:
- Ainda seremos uma terra de coronéis durante muitos anos.
Bingo!
