Os últimos atos de Alcolumbre, assim como do seu colega Hugo Motta - este na Câmara Federal -, deixam claro que o presidente Lula tem de buscar na população os votos que precisa para tentar uma reeleição.

Aliás, que fique claro: a disputa este ano será tão dura quanto a de 2022, quando o petista venceu por uma pequena margem de votos.

As articulações com o Congresso Nacional, com o velho “toma lá, dá cá”, passaram longe do que se poderia considerar um sucesso, principalmente neste último ano de governo.

Alcolumbre é articulado e pensa, principalmente, na sua reeleição à presidência do Senado, e se parece arrogante é porque na verdade ele é esperto – no modo que se consagra em Brasília, principalmente nesses tempos de baixa respeitabilidade do meio político.

Se Lula ainda pretender disputar a eleição para valer, que descarte o apoio emprestado – e não só dele. Em troca, que tire de Alcolumbre e seus aliados os pedaços da máquina que servem ao senador, fisiológico como a grande maioria dos seus pares.