O Plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). 

O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis evidenciou a divisão na Casa e expôs o posicionamento dos três representantes da bancada de Alagoas no Senado.

Para que o nome fosse aprovado, eram necessários ao menos 41 votos favoráveis (maioria absoluta). Com o resultado, a indicação (MSF 7/2026) feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi arquivada. 

Embora a votação tenha sido secreta, conforme rito regimental, os parlamentares alagoanos sinalizaram suas posturas por meio de declarações públicas ou omissões.

O posicionamento dos senadores alagoanos

Os senadores vinculados ao MDB em Alagoas mantiveram o alinhamento com o Palácio do Planalto durante o processo:

  • Renan Filho (MDB): O senador declarou voto favorável ao indicado e ressaltou as competências técnicas de Messias. “Declarei apoio à indicação, reconhecendo seus atributos e sua trajetória no serviço público”, afirmou o parlamentar após a sessão.
  • Renan Calheiros (MDB): Também manifestou apoio ao nome de Jorge Messias ao longo da tramitação. Durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias chegou a citar a atuação de Calheiros na presidência do Senado como referência legislativa. Renan reforçou sua posição destacando o histórico de reformas conduzidas no Congresso: “Colocamos em prática a Agenda Brasil e atualizamos leis antigas. Também tiramos do papel regras para as empresas estatais”, pontuou.
  • Eudócia Caldas (PSDB): Diferente de seus pares, a senadora Eudócia Caldas não manifestou publicamente seu posicionamento sobre a indicação. A parlamentar esteve presente na sessão de votação em plenário nesta quarta-feira, mas optou pela reserva, não respondendo aos questionamentos sobre como orientou seu voto.

Cenário Político

A rejeição por 42 a 34 reflete uma articulação política encabeçada por setores da oposição e grupos liderados pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), impondo uma derrota ao governo federal na composição da Suprema Corte. Esta é uma das raras ocasiões na história recente da República em que o Senado Federal rejeita um nome indicado pela Presidência para o STF.

Foto de capa: Waldemir Barreto/Agência Senado