As aulas do curso de Direito da Universidade Federal de Alagoas, em Maceió, foram suspensas nesta quarta-feira (29) após uma matilha de cães errantes invadir o campus e atacar alunos e professores. A paralisação, determinada pela direção da universidade, segue até o dia 6 de maio.
Segundo relatos de estudantes, ao menos cinco pessoas, incluindo um professor, foram mordidas pelos animais. Um dos alunos teve a calça rasgada e sofreu ferimentos na perna durante o ataque. As vítimas precisaram ser encaminhadas a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para receber a vacina antirrábica, já que os cães não possuem histórico de imunização.
Imagens enviadas à imprensa mostram pelo menos três animais circulando livremente, sem coleira, pelos corredores e áreas comuns da instituição.

Em comunicado oficial, a universidade informou que as atividades acadêmicas e administrativas presenciais no Campus de Direito foram suspensas até que sejam adotadas medidas para retirada dos animais. Durante esse período, as atividades seguem de forma remota. Apenas as ações do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), realizadas no Fórum Regional da UFAL, continuam presencialmente.
Em nota, a Faculdade de Direito de Alagoas informou que a manutenção das atividades remotas será por tempo indeterminado, devido ao risco sanitário. A decisão foi tomada pelo conselho da unidade após reunião com o reitor Josealdo Tonholo.
De acordo com o reitor, há limitações orçamentárias e legais que impedem a retirada imediata dos animais, além da ausência de abrigos públicos adequados. Como alternativa, a gestão pretende viabilizar a obra de fechamento dos acessos da faculdade, medida solicitada há dois anos. No entanto, ainda não há prazo definido para execução.
Até que a estrutura seja concluída, os animais devem permanecer no local e as atividades da unidade seguirão de forma remota.
Leia a nota da FDA, na íntegra:
"Prezados/as Docentes, Técnicos e Estudantes da FDA/Ufal,
Foi realizada na data de hoje a reunião do Conselho da FDA, para tratar sobre a situação de risco sanitário na Faculdade em razão dos cachorros. Tivemos a presença do Magnífico Reitor Josealdo Tonholo, que apresentou o panorama da situação orçamentária e financeira, que impede qualquer ação concreta da Gestão Central na retirada dos animais, também em razão dos limites da legislação pertinente e da ausência de abrigos públicos para animais.
Assim, a alternativa apresentada pelo Reitor é executar a obra de fechamento das entradas da FDA, solicitada há 2 anos pela Direção da FDA, por decisão unânime do Conselho da Unidade Acadêmica, com recursos centrais da Ufal, já que a FDA não dispõe de recursos de capital, ou seja, para obra. Prof. Tonholo informou que buscará recursos para executar a obra e se comprometeu a realmente executá-la o mais brevemente possível, mas sem uma data determinada. Os animais, portanto, permanecerão na FDA.
Diante desse cenário, no momento da deliberação, o Conselho da FDA, no ato de homologação da Resolução nº 01/2026, decidiu pela permanência das atividades remotas – administrativas e acadêmicas, na graduação e na pós-graduação – POR TEMPO INDETERMINADO, até que seja finalizada a obra, o que foi aprovado por unanimidade. Assim, a FDA permanecerá em atividade remota até que os muros e portões sejam instalados.
Permanecem em atividades presenciais os servidores técnicos, docentes e estudantes que atuam no Núcleo de Prática Jurídica (Emaj/NPJ), que funciona no Fórum Regional da Ufal, com a recomendação de que não transitem pela FDA.
Estamos à disposição para quaisquer informações adicionais.
Atenciosamente,
Direção da Faculdade de Direito de Alagoas
Universidade Federal de Alagoas"
*Fotos: Cortesia
