Representantes de seis sindicatos que compõem o funcionalismo público de Maceió rejeitaram, em assembleia na noite desta terça-feira (28), a proposta de reajuste salarial de 4,30% apresentada pelo município para 2026. 

As categorias consideram o índice insuficiente, alegando que o percentual cobre apenas a inflação e não oferece ganho real aos trabalhadores.

A proposta da gestão municipal, apresentada pela Secretaria de Gestão de Pessoas e Patrimônio (Semge), prevê o escalonamento do reajuste em duas parcelas: 2% em julho e 2,37% em novembro. 

Além disso, o município propôs o pagamento de progressões (referentes ao período 2023-2025) apenas para janeiro de 2027. O pleito original das categorias, oficializado em março, é de 10%.

De acordo com os dirigentes sindicais, a oferta ignora a data-base de maio e parcela uma recomposição que se limita ao IPCA acumulado de 2025. 

Representantes do Sindspref e do Sindsaúde ressaltaram que estudos de impacto financeiro indicam que a prefeitura possui margem orçamentária, uma vez que o gasto com pessoal estaria em 40% da receita, abaixo do limite prudencial de 54% da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Participaram da negociação os sindicatos Sindspref, Sindsaúde, Sindacs-AL, Sindas-AL, Sintcomarhp e Sindguarda-AL. 

Além do reajuste de 10%, a pauta de reivindicações inclui a atualização de progressões por mérito e titulação ainda em 2026 e a valorização das tabelas dos servidores administrativos. 

As entidades aguardam agora o agendamento de uma audiência direta com o prefeito para discutir uma nova contraproposta.