Uma mulher foi brutalmente agredida por integrantes da Guarda Municipal de Quebrangulo após uma discussão considerada banal. O caso, que veio a público nesta sexta-feira (17), já foi denunciado às autoridades e está sendo acompanhado por órgãos do Estado. A vítima procurou atendimento na Central Integrada de Segurança Pública (CISP) de Palmeira dos Índios, onde registrou boletim de ocorrência.
A denúncia foi divulgada pelo diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural e Abastecimento de Alagoas (Ideral), Davi Maia, por meio das redes sociais. Segundo ele, a mulher foi “espancada por quem deveria proteger a população”, referindo-se ao comando da guarda municipal do município. Veja vídeo abaixo:
Em publicação, Maia afirmou que a vítima aparece em vídeo “ensanguentada e violentada” após a ação dos agentes. “Neste momento, ela está na CISP de Palmeira dos Índios, fazendo o boletim de ocorrência. Ao tomarmos conhecimento dessa situação, entramos em contato com o governador do estado de Alagoas, com a cúpula da segurança e com a secretária Maria, da Secretaria de Proteção da Mulher”, declarou.
De acordo com o relato, a agressão teria sido motivada por uma situação corriqueira. A guarda municipal foi acionada para pedir que o volume da televisão da residência fosse reduzido. Ao atenderem os agentes na porta, a mulher e o marido teriam se envolvido em uma discussão que terminou em violência. “O que mais nos deixou impactados foi o motivo dessa agressão: o volume do som da televisão”, disse Maia.
Ainda segundo ele, o episódio evidencia falhas graves na atuação da corporação. Em tom crítico, afirmou que o caso revela “total despreparo do comando da guarda municipal”, além de associar o ocorrido à atual gestão do órgão. Ele também destacou que situações semelhantes não podem se tornar recorrentes. “Não podemos aceitar que cenas como essas, que têm se tornado rotina na nossa cidade, continuem se repetindo”, afirmou.
O diretor-presidente do Ideral acrescentou que medidas já estão sendo tomadas e cobrou responsabilização dos envolvidos. “Não iremos admitir que situações como essas se repitam em nossa cidade”, disse.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o posicionamento da Prefeitura de Quebrangulo ou do comando da Guarda Municipal. O espaço segue aberto para manifestações.
