O sigilo de uma das investigações da Polícia Civil de Alagoas foi rompido, permitindo que provas cruciais de exploração sexual infantil fossem destruídas. O vazamento de informações do inquérito alertou um dos suspeitos, que apagou arquivos de seus dispositivos eletrônicos antes de ser preso na manhã desta quinta-feira (16), em Maceió. 

A operação deflagrada nas primeiras horas envolve o animador infantil que já havia sido preso no início da semana, em um caso que chocou a capital alagoana pela proximidade do agressor com o público vulnerável. 

Na operação foi preso outro suspeito por armazenamento de material pornográfico infantil e que ambos os casos estão sob análise da Polícia Civil.

A delegada Talita Aquino, responsável pelo caso, confirmou em entrevista a TV Asa Branca que a divulgação indevida de dados interferiu diretamente no sucesso das diligências. 

A estratégia policial consistia no cumprimento simultâneo de mandados para evitar exatamente o que aconteceu: o perecimento de evidências digitais. 

"Havia uma logística planejada para evitar o desaparecimento de provas, mas o vazamento comprometeu essa dinâmica e atrapalhou o decorrer das investigações até o cumprimento dos mandados", explicou a delegada.

Mesmo com a tentativa de obstrução por parte do suspeito alertado, a prisão foi efetuada por armazenamento de material pornográfico infantil. 

Agora, a perícia da Polícia Civil trabalha para tentar recuperar os dados deletados e entender a extensão da rede de colaboração entre o animador, já custodiado, e o homem preso nesta manhã.