O pré-candidato ao governo de Alagoas, Renan Filho, está em silêncio. Aliás, tem quase se limitado a sortear garrafas de vinho em suas redes sociais.

Seu pai, o senador Renan Calheiros, e outros emedebistas, como Paulo Dantas, governador do Estado, e Marcelo Victor, também evitam declarações sobre a eleição majoritária.

Enquanto isso, JHC segue recebendo lideranças do interior, mas não se mostra firme em assumir publicamente uma pré-candidatura ao governo. Na prática, aliados fazem esse movimento por ele.

Se fossem adversários declarados, o cenário seria outro: críticas diretas, comparações entre gestões e uma enxurrada de pesquisas eleitorais já estariam dominando o debate público.

Esse silêncio conjunto tem alimentado apostas, nos bastidores, de que JHC pode disputar o governo com o apoio dos Calheiros e do MDB. Há quem diga, inclusive, que a composição já estaria desenhada.

Nesse cenário, o vice do ex-prefeito de Maceió seria o atual suplente de senador Fernando Farias, hoje no exercício do mandato. Farias, vale lembrar, mantém antiga relação com a família Caldas.

Já Renan Filho concentraria esforços nas campanhas de seu pai, à reeleição, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Alagoas.

Em caso de vitória local e, principalmente, nacional, a tendência seria sua permanência no ministério, onde é bem avaliado dentro do governo federal.

Ainda nessa engenharia política, a médica Adélia Maria, irmã de Marcelo Victor e segunda suplente de Renan Filho, assumiria o mandato de senadora.

Com esse arranjo, JHC largaria como favorito na disputa estadual. O roteiro projetado por aliados, segundo fontes, vai além: alcança 2030 e até 2034, embora nesse ponto o grau de incerteza seja bem maior.

Aguardemos.