Um advogado regularmente inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi preso na Barra de São Miguel, na manhã desta quarta-feira (15), sob a acusação de chefiar uma organização criminosa que movimentou mais de R$ 80 milhões em práticas fraudulentas. 

A Operação "Dr. Golpe", deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL) por meio da Delegacia de Estelionatos, revelou que o profissional utilizava a própria carteira da OAB como fachada e instrumento de convencimento para enganar vítimas. 

O esquema era sofisticado e envolvia a criação de falsos processos judiciais, cobrança de taxas inexistentes e a venda fraudulenta de imóveis com documentação falsificada, resultando em prejuízos que, para apenas duas das vítimas, ultrapassaram a marca de R$ 8 milhões.

Sob a coordenação dos delegados Dalberth Pinheiro e Michelly Santos, e com o acompanhamento do delegado-geral Thales Araújo, a ação mobilizou um forte aparato policial, incluindo equipes do DRACCO, DINPOL, CORE e apoio da Polícia Militar. 

A presença de representantes da OAB durante a operação reforçou o caráter institucional da prisão, dado que o principal investigado usava o prestígio da advocacia para dar aparência de legalidade aos crimes. 

Além da prisão do líder, a polícia mirou outros oito envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro, que servia para ocultar a origem ilícita dos valores movimentados nas contas bancárias do grupo.

A ofensiva resultou na apreensão de bens imóveis e diversos veículos de luxo, que eram os símbolos ostensivos do enriquecimento do grupo através dos golpes. 

O material coletado e os bens bloqueados agora fazem parte do inquérito que detalha como a organização criminosa estruturou uma verdadeira indústria de estelionato em Alagoas. 

O caso segue sob investigação para identificar a extensão total da rede de beneficiários e possíveis novas vítimas que ainda não denunciaram os prejuízos causados pelo advogado e seus comparsas.