O CM Cast publicou nesta quarta-feira (15) um novo episódio em que os jornalistas Carlos Melo, diretor do Grupo CadaMinuto, e Ricardo Mota debatem a possibilidade de o ex-ministro dos Transportes e senador Renan Filho (MDB) abandonar a candidatura ao governo de Alagoas.
Durante o programa, os comentaristas analisam bastidores da articulação política no Estado e os possíveis impactos de uma eventual desistência na disputa de 2026. Mota afirma que o cenário não pode ser descartado e que há sinais claros de hesitação do ex-governador. “O ponto central é esse: ele não quer ser candidato. Isso já foi dito em várias conversas”, diz.
Segundo o jornalista, a resistência de Renan Filho está diretamente ligada ao espaço que ocupa hoje no governo federal. “Ele construiu um ambiente muito favorável em Brasília e não quer perder isso agora”, completa.
Melo concorda com a avaliação e destaca que a decisão envolve mais perdas do que ganhos no curto prazo. “O problema não é ele poder ser candidato, é ele ter que abrir mão do que já conquistou”, afirma.
No programa, os comentaristas também apontam que a definição passa pela articulação do grupo político do senador Renan Calheiros (MDB), pai de Renan Filho, cuja reeleição ao Senado é tratada como prioridade. “Ele tem dito a interlocutores que a prioridade é a reeleição do pai”, reforça Mota.
Outro ponto destacado é o impacto da relação com o grupo estadual liderado pelo governador Paulo Dantas e pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, ambos do MDB, que aguardam uma definição para reorganizar o cenário eleitoral.
Os debatedores também lembram que há conversas em andamento com o ex-prefeito de Maceió, JHC, e que o ambiente entre os grupos não é de confronto direto neste momento. “O que chama atenção é a ausência de ataques entre eles. Isso não é comum na política alagoana”, observa Melo.
Segundo os jornalistas, uma das alternativas em discussão seria a composição com o nome do suplente de Filho no Senado, Fernando Farias, como possível vice em uma eventual chapa majoritária, o que abriria novas possibilidades de rearranjo político no Estado.
Ricardo Mota reforça que o cenário depende de múltiplas variáveis e que qualquer decisão pode alterar completamente o tabuleiro. “Se ele sai, reorganiza tudo. Se ele fica, também. É uma peça que muda o jogo inteiro”, finaliza.
