Alagoas permanece em nível de alerta para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), de acordo com o mais recente boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (9) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O estado está entre os que ainda apresentam tendência de estabilidade ou crescimento de casos nas últimas semanas.
O cenário não é isolado. O levantamento também aponta manutenção do alerta em outras unidades da federação, como Acre, Pará, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe, Bahia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo.
Entre as capitais, a situação segue em atenção em cidades como Maceió, Recife, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro, que continuam registrando níveis de risco ou alerta para a circulação de vírus respiratórios.
De acordo com o boletim, a influenza A segue como um dos principais responsáveis pelo aumento das internações por SRAG, ao lado de outros vírus respiratórios, como rinovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e a covid-19.
A SRAG ocorre quando infecções respiratórias inicialmente leves evoluem para quadros mais graves, com sintomas como dificuldade para respirar e necessidade de hospitalização. A condição está diretamente ligada à circulação simultânea de diferentes vírus.
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas, os registros positivos foram liderados pelo rinovírus (40,8%), seguido pela influenza A (30,7%), VSR (19,9%), covid-19 (6,2%) e influenza B (2,0%).
No recorte dos óbitos, a influenza A aparece em primeiro lugar (40,5%), seguida por rinovírus (27,3%), covid-19 (25%), VSR (5,5%) e influenza B (3,2%).
A pesquisadora Tatiana Portella, do InfoGripe, reforça que a vacinação contra a influenza continua sendo a principal forma de reduzir casos graves e mortes causadas pela doença.
Ela também orienta que pessoas com sintomas gripais ou resfriado permaneçam em isolamento domiciliar sempre que possível. Quando não houver essa possibilidade, o uso de máscara é recomendado como forma de reduzir a transmissão dos vírus.
Vacinação segue como principal forma de prevenção
Com o avanço dos casos respiratórios, a Secretaria Municipal de Saúde reforça a importância da imunização contra a Influenza como principal medida de proteção contra complicações mais graves.
Em Maceió, a campanha teve início em 28 de março e segue com aplicação de doses nas unidades básicas de saúde e em pontos fixos distribuídos pela capital. A vacinação é voltada aos grupos prioritários, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades.
A vacina ofertada neste ano é trivalente e foi atualizada para proteger contra as cepas H1N1, H3N2 e Influenza B, de acordo com os vírus que mais circulam atualmente. A recomendação é que o público-alvo procure a imunização o quanto antes, especialmente com a aproximação do período chuvoso, quando aumenta a circulação de vírus respiratórios.
Pontos de vacinação em Maceió
Além das unidades de saúde, a vacina também está disponível em locais de grande circulação:
Pátio Shopping — 12h às 20h
Maceió Shopping — 12h às 20h
CAT Levada — 8h às 14h
Segundo as autoridades de saúde, a baixa adesão à vacinação pode resultar em maior pressão sobre as unidades de urgência e emergência nas próximas semanas.
