Na tarde desta quinta-feira (9), durante sessão no plenário da Assembleia Legislativa de Alagoas, a deputada estadual Ângela Garrote fez um discurso firme ao abordar a situação da gestão pública em Estrela de Alagoas, com críticas à condução administrativa do município e à forma como os resultados na educação vêm sendo apresentados.

 

Em sua fala, a parlamentar destacou que há uma diferença entre o discurso oficial e a realidade vivida pela população. Segundo ela, relatos recorrentes apontam para um ambiente de pressão sobre servidores e profissionais do município.

 

“Não pode existir uma gestão guiada pelo medo e por ameaças. O que a gente escuta nas ruas é de servidor com medo, de profissional pressionado e de uma população que muitas vezes não consegue sequer reclamar”, afirmou.

 

A deputada também citou problemas na área da saúde, questionando a efetividade de serviços divulgados pela gestão municipal. “Falam em plantão 24 horas, mas a própria população sabe que não há estrutura completa para garantir esse atendimento como deveria”, pontuou.

 

Ao tratar da educação, Ângela Garrote reconheceu a importância de avanços nos indicadores, mas criticou o uso político dos resultados. Para ela, os números não podem ser apresentados como conquistas isoladas da atual gestão.

 

“Educação não se constrói da noite para o dia. Os resultados que aparecem hoje têm base, têm história e são fruto do trabalho de professores, coordenadores, diretores e de uma gestão que estruturou essa rede ao longo dos anos”, destacou.

 

A parlamentar lembrou ainda que Estrela de Alagoas já havia sido reconhecida nacionalmente em 2024 com o Selo Ouro do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e com o Selo UNICEF, reforçando que o município já vinha avançando na área educacional. “Isso não é narrativa. São fatos. O que não pode é usar número para esconder a realidade ou tentar apagar um trabalho que já vinha sendo feito”, afirmou.

 

Por fim, a deputada defendeu que a educação deve ser tratada como prioridade absoluta, com respeito aos profissionais e à população, e não como ferramenta de disputa política. “Resultado de verdade não se constrói com pressão. Se constrói com respeito, com continuidade e com compromisso com as pessoas”, concluiu.