Por mais má vontade que tenham os seus adversários, ninguém há de negar que JHC deixou um belíssimo legado para a cidade de Maceió.

Chamar de “obras de fachada” a qualificação de espaços públicos, o Renasce Salgadinho e até o início – importante – do novo Mercado da Produção é desprezar o respeito à dignidade que esses equipamentos oferecem à população.

Já o Hospital Municipal de Maceió está longe, muito longe, de ser aquele “desastre” para os cofres da prefeitura e para os pacientes, como apregoava a oposição.

Há problemas, e é verdade, numa área fundamental: a Educação, a que JHC só deu atenção nos últimos meses da sua gestão. O que não é pouco.

Pois bem, falei do lado bom.

O lado ruim?

O ex-prefeito patinou infantilmente na seara política, talvez porque considere que já nasceu um gênio num ambiente em que só os tolos creem que há tolos nesse meio.

Até a relação com os vereadores da sua bancada sempre foi caótica, entregue ao secretário Leão, que teve que virar fera em alguns momentos e gatinho em outros – pela indecisão e pelas mudanças de direção de JHC.

Cunha vai ter de lidar com as duas situações.

Muitas obras ainda estão em curso e ele terá a oportunidade de tocar e inaugurar.

Já os laços políticos com sua bancada potencial precisão ser (re) construídos com o enfrentamento da imensa desconfiança dos vereadores em relação ao ex.