O vereador Kelmann Vieira anunciou oficialmente sua saída da base do MDB e se filiou ao PSDB. A decisão, confirmada pelo parlamentar após dias de silêncio, ocorre sem a carta de anuência do seu antigo partido, o que o coloca em rota de colisão com a Justiça Eleitoral por uma possível infidelidade partidária e a consequente perda do mandato.

Kelmann Vieira utilizou suas redes sociais para expressar decepção com a cúpula do MDB, que negou o pedido de liberação oficial para sua transição partidária. O vereador classificou a escolha como a "decisão de sua vida" e afirmou que não poderia seguir em um caminho onde não encontrava mais espaço para seus projetos.

"Quem tem medo das consequências das próprias escolhas não precisa de prisão... já vive trancado dentro de si", declarou Kelmann, ao justificar a disposição de enfrentar um processo jurídico para seguir com sua nova aliança política.

O movimento de Kelmann Vieira é um reforço estratégico para JHC, a quem o vereador já se refere como "futuro governador". O parlamentar revelou que a divulgação da aliança foi acordada com o prefeito para ocorrer apenas nesta segunda-feira (06), consolidando um bloco de apoio robusto para a disputa estadual de outubro.

A saída de um vereador sem carta de anuência em pleno ano de eleições gerais (2026) é um movimento de alto risco. O MDB, agora partido de oposição à nova escolha de Kelmann, pode reivindicar a vaga na Câmara Municipal de Maceió sob o argumento de que o mandato pertence à legenda. 

Kelmann, por sua vez, sinaliza que está pronto para a batalha judicial, priorizando o que chama de "bem de Alagoas" acima da permanência no cargo.