O uso de postes de iluminação pública para recarga de carros elétricos em Maceió passou a ser alvo do Ministério Público de Alagoas. A prática, considerada irregular, levou o órgão a solicitar esclarecimentos à Equatorial Alagoas, que informou não ter autorizado as instalações e afirmou que vai adotar medidas para retirar os equipamentos.
A discussão sobre a recarga de veículos elétricos já vinha sendo acompanhada pelo MP desde a chegada dos primeiros modelos à capital. Em 2025, a 66ª Promotoria de Justiça, com atuação em urbanismo, solicitou informações ao Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas e ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas sobre medidas preventivas e normas técnicas.
Agora, o foco são pontos de recarga instalados de forma improvisada em postes públicos. Segundo o promotor Jorge Dória, a preocupação envolve riscos à população. “Pedimos esclarecimentos sobre os pontos de recarga em postes de iluminação pública e alertamos sobre o perigo ao qual a população pode estar sendo submetida”, afirmou.
Ele destacou ainda que houve diálogo com a concessionária. “A empresa informou que tomou conhecimento recente das instalações indevidas e se prontificou a adotar providências para desinstalá-las”, disse. O promotor também ressaltou os riscos envolvidos: “A nossa preocupação era grande, diante das possibilidades de acidentes, inclusive explosões”.
Em resposta ao MP, a Equatorial informou que não houve autorização para a instalação dos equipamentos em espaços públicos. Em ofício, a empresa declarou que, após mapear os pontos irregulares, irá notificar os responsáveis para que promovam a retirada. “Os equipamentos serão desligados e deverão ser integralmente desmobilizados por seus proprietários, nos prazos e condições a serem estabelecidos”, informou.
A distribuidora reforçou, ainda, que a instalação de pontos de recarga deve seguir normas técnicas e protocolos de segurança, além de ser realizada por profissionais habilitados, como forma de garantir a integridade do sistema elétrico e a segurança da população. Também afirmou que tomou conhecimento recente da instalação dessas estruturas por particulares em áreas públicas.
