Em um relato impactante à reportagem do Domingo Espetacular, a jovem Maria Daniela, de 20 anos, quebrou o silêncio sobre a madrugada de horror que viveu em 6 de dezembro de 2024 quando foi estuprada por Vitor Bruno da Silva Santos, o “Vitinho” de 19 anos, no município de Coité do Nóia, interior de Alagoas.
Atingida por sequelas irreversíveis após ser dopada, asfixiada e estuprada, a jovem destacou o momento em que a confiança que depositava no agressor se transformou em violência brutal: “Tudo começou a mudar quando eu disse não”.
Maria Daniela era virgem e mantinha uma relação de amizade com o principal acusado, Vitor Bruno com quem estudou por dois anos. Segundo as investigações, ela foi levada para uma propriedade rural em Coité do Nóia, onde foi dopada com cinco substâncias diferentes e logo após abusada sexualmente.
Especialistas consideram o quadro clínico da vítima gravíssimo e o seu estado é irreversível, segundo neurologista que atendeu o caso. Daniela chegou ao hospital em coma com sangramento e marcas de asfixia. Hoje, ela enfrenta dificuldades motoras e de fala. "Minha vida hoje é um inferno", desabafou a jovem.
Victor Bruno é filho de um empresário de Arapiraca e permanece foragido há um ano. A defesa sustenta que a relação foi consensual, mas o Ministério Público já o denunciou por estupro de vulnerável com base em exames toxicológicos realizado após o crime.
Um dos pontos mais sensíveis trazidos pela reportagem é a suspeita de estupro coletivo. Daniela relatou ter visto "vultos" de outras pessoas enquanto estava semiconsciente. "Acredito que fui abusada por mais de uma pessoa. Eram pessoas poderosas localmente", afirmou.
A família de Daniela, que vive da agricultura familiar, relatou a Cabrini que a vida parou desde o crime. O contraste entre a simplicidade da família da vítima e o poder econômico do agressor alimenta o receio de impunidade. O pedido final da jovem foi direto: "Que ele seja preso e pague pelo que fez comigo. E quem estava com ele também.” Veja a reportagem abaixo:
