Os astronautas da missão Artemis II perderam temporariamente a comunicação com a Terra ao iniciar a passagem pelo lado oculto da Lua. Durante esse período, de cerca de 40 minutos, as observações científicas seguem normalmente a bordo.
A tripulação registra imagens, analisa a geologia lunar e acompanha de perto regiões pouco exploradas do satélite — incluindo o lado oculto, raramente observado em missões tripuladas.
A missão também entrou para a história nesta segunda-feira (6), às 14h58, ao bater o recorde de maior distância já alcançada por humanos em relação à Terra, superando a marca da Apollo 13. A cápsula Orion deve atingir cerca de 406 mil quilômetros de distância, ultrapassando em aproximadamente 6,4 mil quilômetros o recorde anterior.
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Astronautas da Artemis II no espaço. — Foto: Divulgação/NASA
Durante a aproximação da Lua, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen coletam dados essenciais para futuras missões, incluindo o próximo pouso tripulado, previsto para 2028.
Ao retomar o contato com a Terra, a expectativa é que a tripulação compartilhe novas imagens e impressões. Até agora, os astronautas relataram ter visto a Terra e a Lua simultaneamente pela janela da cápsula — uma cena descrita como impressionante, mas ainda não registrada em imagem oficial.
Segundo o comandante Reid Wiseman, a Lua apareceu mais iluminada, enquanto a Terra surgiu como um fino arco no espaço. Christina Koch classificou a experiência como “avassaladora”.]
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Imagem da Terra a bordo da missão Artemis II. — Foto: Divulgação/NASA
A manobra ao redor da Lua também é estratégica: a nave utiliza a gravidade lunar como impulso para iniciar o trajeto de volta à Terra, que deve durar cerca de quatro dias. A expectativa é que a cápsula deixe a influência gravitacional lunar já nesta terça-feira (7).
Entenda a missão
Com duração total de aproximadamente 10 dias, a missão funciona como um teste crucial dos sistemas da nave em espaço profundo. A Artemis II integra o programa que pretende estabelecer presença humana contínua na Lua e, no futuro, viabilizar viagens a Marte.
A retomada das missões lunares pelos Estados Unidos, após mais de 50 anos, ocorre em meio à disputa geopolítica com a China e ao interesse por recursos naturais do satélite, como o hélio-3 — considerado uma possível fonte de energia altamente eficiente.

