O Instituto Biota de Conservação acionou órgãos federais após a morte do elefante-marinho conhecido como Leôncio, encontrado com sinais de mutilação no litoral de Alagoas. A denúncia foi formalizada na madrugada do sábado (4), com base no laudo de necrópsia do animal.
O documento foi encaminhado ao Ministério Público Federal, ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA). A iniciativa, segundo o Biota, busca assegurar a apuração do caso e a responsabilização dos envolvidos em um possível crime ambiental.
Além disso, o material também foi enviado ao Batalhão de Polícia Ambiental e a unidades do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), como o Centro de Mamíferos Aquáticos e as gerências das Áreas de Proteção Ambiental Costa dos Corais e Piaçabuçu.
De acordo com o diretor-executivo do Biota, Bruno Stefanis, o laudo técnico descarta causas naturais e aponta que o animal foi vítima de agressões com objeto cortante.
“Concluímos a formalização da denúncia com o laudo de necropsia para que os responsáveis por esse ato cruel sejam identificados e punidos conforme a lei”, afirmou.
Leôncio foi encontrado morto na quarta-feira (1º), no povoado Lagoa Azeda, em Jequiá da Praia. Conforme o instituto, o animal estava em período de troca de pelagem, um processo natural, e vinha sendo acompanhado pela equipe.
Com a denúncia protocolada, os órgãos competentes devem conduzir as investigações para esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis pela morte do animal.
