O pai de uma jovem, vítima de estupro na zona rural de Arapiraca, foi acusado de importunação sexual e difamação contra a funcionária de um posto de saúde no qual a menina foi atendida, em Taquarana.
Segundo o Boletim de Ocorrências, registrado no dia 27 de março deste ano, a servidora do posto contou que o acusado - que ela já conhecia de vista - esteve na unidade médica em novembro do ano passado, e se disse "agradecido pela assistência prestada pela funcionária à filha dele".
Conforme a denunciante, desde então, o homem passou a ir com frequência na unidade de saúde, sozinho, e a mandar mensagens de cunho sexual para ela.
No BO, a mulher, que é casada, relatou que pediu várias vezes ao homem que parasse de enviar as mensagens e, quando finalmente ele parou, passou a difamá-la na cidade, afirmando que ela "não era de confiança" e tinha um caso "extraconjugal".
Depois disso, a vítima decidiu registrar um Boletim de Ocorrência, ao qual o CadaMinuto teve acesso, e entregou à Polícia as mensagens enviadas pelo acusado, por áudio e por escrito, por meio do WhatsApp.
Com base na Lei Maria da Penha, a Comarca de Taquarana concedeu a ela medida protetiva de urgência.
A medida proíbe o acusado de manter qualquer contato com a vítima e seus familiares, e determina que ele deve manter distância de 200 metros da vítima, entre outros pontos.
