O CM Cast publicou nesta segunda-feira (30) um novo episódio em que os jornalistas Carlos Melo, diretor do Grupo CadaMinuto, e Ricardo Mota analisam a corrida dos partidos por candidaturas “escadas” na disputa para a Câmara Federal em Alagoas.
Durante o programa, os comentaristas apontam que o cenário está entre os mais acirrados dos últimos anos, marcado pela dificuldade de montar chapas competitivas. “Hoje não é só ter um bom candidato. É ter um time que funcione junto”, afirmou Mota.
“Quando se fala em governo e Senado, os holofotes vão para o majoritário. Mas a eleição para o Congresso é fundamental”, destaca um dos trechos. Na avaliação deles, “o bicho está pegando”, com cerca de 10 ou 11 nomes fortes disputando poucas vagas.
Mota chama atenção para o peso do quociente eleitoral, que deve ultrapassar os 180 mil votos. “É muita coisa. Por isso, os partidos precisam de vários candidatos com votação razoável ou de um nome muito forte que puxe os outros”, explicou.
O jornalista ressalta ainda a escassez de nomes com densidade eleitoral. “Tem muita gente querendo ser candidata, mas poucos que realmente entregam voto”, disse.
Na análise partidária, o PSD aparece mais estruturado, enquanto o MDB deve garantir uma vaga, mas ainda busca força para a segunda. O PT vive um cenário delicado, com risco de ficar sem representação, enquanto o PP surge como uma das principais forças, podendo eleger até três deputados.
No campo do prefeito JHC, Marina Cândida é vista como aposta, mas ainda cercada de incertezas. “Ela tem potencial, mas campanha envolve estrutura e articulação”, pontuou Mota.
Os comentaristas destacam ainda a valorização das “escadas”. “Antes eram coadjuvantes. Hoje viraram peça-chave. Sem eles, ninguém se elege”, resumiu Melo. Para Mota, essa lógica pode empobrecer o debate político.
No fim, o cenário segue aberto e competitivo. A conclusão é direta: “Hoje, eleição proporcional é jogo de engenharia política”.
Os episódios do CM Cast vão ao ar às segundas e quintas-feiras, a partir das 12h.
