A construção de uma nova maternidade estadual em Arapiraca, com investimento de R$ 60 milhões, foi destacada pelo deputado estadual Ricardo Nezinho (MDB) durante pronunciamento na sessão ordinária desta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa de Alagoas. A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo Paulo Dantas para ampliar a estrutura pública de saúde no interior do estado.
De acordo com o parlamentar, os recursos já estão assegurados e o projeto segue em tramitação para abertura do processo licitatório, conduzido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), sob a coordenação do secretário Gustavo Pontes de Miranda. A maternidade será de porte 2, com atendimento obstétrico 24 horas, além de serviços de urgência e emergência, e será mantida pelo Governo do Estado, garantindo funcionamento permanente e assistência regular às gestantes da região.
Ricardo Nezinho ressaltou que a viabilização do investimento é resultado de uma articulação construída ao longo dos últimos anos, com solicitações formais e acompanhamento direto junto ao Governo de Alagoas para assegurar a implantação de uma maternidade estadual em Arapiraca. A decisão do Executivo em garantir os recursos foi apontada como resposta a uma demanda histórica do município e de cidades vizinhas.
Durante o pronunciamento, o deputado também destacou outros investimentos em saúde no município, como a implantação de uma policlínica estadual, com recursos do Novo PAC, no valor de R$ 17 milhões, ampliando a oferta de consultas especializadas e exames e fortalecendo a rede pública regional.
Redução no número de maternidades
O parlamentar relembrou que Arapiraca enfrentou, ao longo dos últimos anos, uma redução significativa na quantidade de hospitais com serviços obstétricos. Há cerca de duas décadas, a cidade contava com oito unidades hospitalares. Esse número foi reduzido após o encerramento das atividades de diversas instituições, entre elas o Hospital Pedro Albuquerque, em 2008; o Hospital e Maternidade Santa Maria, em 2011; o Hospital e Maternidade Afra Barbosa, em 2021; o Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Fátima, em setembro de 2022; e, mais recentemente, em 2025, a Maternidade do Chama.
A sequência de fechamentos provocou diminuição na oferta de leitos obstétricos e aumentou a pressão sobre as estruturas remanescentes, dificultando o atendimento tanto da população de Arapiraca quanto dos municípios da região Agreste.
Retomada da estrutura pública na assistência obstétrica
Ao defender a construção da maternidade, Ricardo Nezinho afirmou que Arapiraca construiu, ao longo de décadas, uma trajetória como referência regional no atendimento a gestantes e parturientes, posição que foi gradativamente enfraquecida com o fechamento de unidades privadas.
Com a nova maternidade estadual e a policlínica, o município passa a contar com novos equipamentos públicos planejados para atender a demanda local e regional, contribuindo para reorganizar a rede de assistência materno-infantil e garantir maior segurança às gestantes e aos recém-nascidos.
