Clientes de baixa renda atendidos pela Equatorial em Alagoas estão entre os 1,45 milhão de beneficiários que precisam atualizar o cadastro para não perder a isenção na conta de energia elétrica garantida pela Tarifa Social. O alerta foi divulgado pelo Grupo Equatorial, que atua em sete estados, incluindo o território alagoano.

De acordo com a empresa, esse número representa 35% dos 4,15 milhões de consumidores contemplados pelo benefício nas áreas de concessão, que abrangem, além de Alagoas, estados como Maranhão, Pará e Piauí. A atualização cadastral é exigida por uma política pública do governo federal, regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Em Alagoas, os clientes já começaram a ser notificados desde fevereiro, por meio de mensagens via WhatsApp, e-mail e, em alguns casos, por correspondência ou atendimento presencial. As comunicações são personalizadas e informam possíveis inconsistências no cadastro.

Para continuar recebendo o benefício, o titular da conta de energia precisa estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico), com dados atualizados e vinculados ao mesmo município onde reside e utiliza o serviço. Caso haja divergências, será necessário regularizar as informações ou até mesmo solicitar a troca de titularidade da conta.

A orientação é que os consumidores alagoanos procurem o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do município para atualizar o cadastro. O prazo para regularização segue até o dia 31 de dezembro, sob risco de suspensão do benefício.

Em todo o Brasil, mais de 3,5 milhões de famílias enfrentam a mesma situação, segundo a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), o que reforça a importância da atualização para garantir a continuidade do desconto.

A Tarifa Social é destinada a famílias com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, atualmente fixado em R$ 1.621. O programa garante isenção total para consumo de até 80 kWh por mês, além de descontos para outras faixas de consumo e perfis sociais, como beneficiários do BPC, indígenas e quilombolas de baixa renda.