O elefante-marinho vem sendo monitorado desde o dia 12 de março, na Barra de Santo Antônio, Litoral Norte de Alagoas, e percorreu mais de 30km para chegar em Maceió na última quarta-feira (18), foi avistado descansando em uma faixa de areia neste domingo (22), na praia da Ponta Verde, nas redondezas do Marco dos Corais.

O animal que chamou a atenção de moradores e turistas foi registrado pela população descansando no local. Porém, em outra imagem, é possível notar que pessoas realizaram interações indevidas com o mamífero, se aproximando do elefante-marinho. O que contraria as orientações dos órgãos ambientais.

Vale lembrar que, segundo a Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Alurb), esse tipo de comportamento pode provocar estresse e desconforto ao elefante-marinho. Além disso, a área ao redor do animal deve respeitar um isolamento entre 20 e 30 metros. O descumprimento pode resultar em uma multa de até R$ 5 mil.

De acordo com Bruno Stefanis, diretor do  Instituto Biota, órgãos públicos estão se mobilizando para realizar um monitoramento mais efetivo, pois o local é uma área mais urbanizada. Ele reafirma as orientações feitas para a população.

“Como já foi dito anteriormente, o animal está em repouso e não necessita de intervenção. Ele precisa economizar energia, pois, nesse período, permanece sem se alimentar. Por isso, é fundamental que a população não o importune. Ao tentar tirar selfies ou se aproximar, o animal pode gastar energia desnecessariamente, entrando e saindo da água, o que prejudica seu descanso e também seu processo de troca de pele”, diz.

Bruno também destaca a presença de cães na área de isolamento do elefante-marinho, o qual já houve situações em que cachorros se aproximaram do cordão de isolamento sem estarem com coleiras. O que pode causar ataques entre o mamífero e o pet, que podem acabar se ferindo.

“Pedimos, portanto, que as pessoas tenham mais cuidado com seus animais de estimação e evitem barulhos excessivos. Mesmo mantendo uma distância adequada, gritos ou tentativas de chamar a atenção do animal podem perturbá-lo”, enfatiza.