É verdade que o Conselho Estadual de Segurança Pública saiu do radar da população alagoana desde os tempos do então governador Renan Filho.
Sabe-se lá por quê.
Presidido pelo juiz Maurício Breda, um dos magistrados mais independentes e destemidos que conheci em Alagoas, esperei alguma manifestação do Conseg sobre a gravíssima denúncia da Polícia Federal contra um dos integrantes da cúpula da Segurança Pública.
O silêncio, imagino, não condiz com a importância do colegiado.
Uma recomendação, uma manifestação de que tomou conhecimento do ocorrido... Nada até agora.
Sobre o magistrado mencionado, faço questão de ressaltar: a chamada Lei Seca vingou em Alagoas graças à atuação sem descanso dele, até acompanhando as blitz, quando elas começaram e prevalecia o “sabe com quem está falando?”.
Sua autoridade foi fundamental para preservar dezenas de vítimas potenciais de motoristas embriagados.
Isso não é pouco, razão do respeito e da admiração que mantenho por ele.
Claro, tudo na vida cansa, principalmente se a gente não consegue enxergar resultado.
Tomara que não tenha sido isso – ainda.
