A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) divulgou uma carta aberta à sociedade alagoana propondo a adoção de um teto de R$ 500 mil para o pagamento de cachês artísticos com recursos públicos municipais. A medida foi definida de forma conjunta por prefeitos e prefeitas do estado, após uma discussão iniciada em reunião na sede da AMA, diante do crescimento expressivo dos valores cobrados por atrações nos últimos anos.
No documento, os gestores destacam que as festas populares seguem como parte fundamental da identidade cultural de Alagoas, movimentando a economia e valorizando artistas. No entanto, reforçam a necessidade de equilíbrio entre a promoção cultural e a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos.
A decisão não representa o fim das festividades, mas o estabelecimento de limites que garantam a continuidade dos eventos sem comprometer áreas essenciais da gestão municipal, como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.
O presidente da AMA, Marcelo Beltrão, tem ampliado o debate sobre o tema e está divulgando amplamente o conteúdo da carta na mídia, por meio de entrevistas concedidas às principais emissoras de televisão, rádios, sites e jornais de Alagoas. A iniciativa busca dar transparência à proposta e envolver a sociedade na discussão sobre o uso responsável dos recursos públicos.
Como parte desse processo, a AMA também encaminhará o documento aos órgãos de controle do estado, como o Ministério Público de Alagoas e o Tribunal de Contas do Estado, reforçando o compromisso dos municípios com a legalidade, a transparência e a responsabilidade fiscal.
A carta destaca ainda que contratos firmados antes da decisão coletiva serão respeitados, considerando os trâmites administrativos já concluídos. A partir de agora, no entanto, as novas contratações deverão seguir o limite estabelecido.
A iniciativa marca um posicionamento conjunto dos municípios alagoanos diante de um cenário que exige cada vez mais responsabilidade na gestão pública, sem abrir mão da valorização da cultura.
