As emissões de gases de efeito estufa em Alagoas estão abaixo da média global, segundo dados divulgados pelo Observatório do Clima. O estado aparece ao lado de São Paulo e Pernambuco com índices per capita inferiores a 3 toneladas de CO₂ por habitante, patamar menor que a média mundial.

O levantamento integra o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG) e mostra que, apesar da redução nacional, os desafios para conter o avanço das emissões continuam.

Em nível nacional, o Brasil registrou queda de 16,7% nas emissões brutas em 2024, totalizando 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente. A redução foi impulsionada principalmente pela diminuição do desmatamento, especialmente na Amazônia e no Cerrado.

Mesmo com esse cenário, o relatório alerta que outros setores seguem em alta. Áreas como energia, indústria e resíduos apresentaram crescimento nas emissões, indicando que o controle ambiental ainda está concentrado na contenção do desmatamento.

No caso de estados como Alagoas, onde não há grandes áreas de floresta sob pressão como na Amazônia, o perfil de emissões tende a estar mais ligado a atividades como agropecuária, consumo de energia e gestão de resíduos.

O documento também chama atenção para o aumento das emissões provocadas por incêndios florestais em 2024, que atingiram o maior nível da série histórica. Caso esses dados fossem integralmente contabilizados, o impacto sobre os números nacionais seria ainda maior.

Para os próximos anos, a projeção é de que o Brasil enfrente dificuldades para cumprir as metas climáticas estabelecidas internacionalmente. A avaliação do Observatório do Clima é de que será necessário ampliar as ações de redução de emissões para além do desmatamento, envolvendo diferentes setores da economia — realidade que também se aplica aos estados do Nordeste, incluindo Alagoas.