O prefeito de Coité do Nóia, Bueno Higino (PP), voltou a repercutir nas redes sociais após declarações feitas durante participação em um podcast. No bate-papo, o gestor adotou um tom direto ao criticar práticas que, segundo ele, ainda persistem no sistema de saúde dos municípios alagoanos.

Sem rodeios, Higino classificou como uma espécie de “máfia” o esquema em que pacientes são retirados de unidades públicas para realizar cirurgias particulares, enquanto alguns profissionais acabam recebendo duas vezes: pelo atendimento privado e também pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Existe casos de você tirar o paciente da alta, pra jogar o paciente para um hospital particular e, num conchavo, o paciente paga por uma cirurgia particular e médico também receber pelo SUS […] até onde a gente vai aceitar isso? até onde a gente vai aceitar essa máfia? porque acontece isso todo dia. Então, será que só eu escuto isso? a gente tem não sei quantos prefeitos no Agreste, só o Bueno que sabe dessa realidade? Não. Talvez só eu me importe", relatou o prefeito.

A crítica não parou na saúde. Ao falar sobre educação, Higino também lançou uma provocação direta à classe política: “se os serviços públicos são bons, por que tantos gestores não os utilizam?”. Como exemplo, citou o próprio filho, que é autista e estuda em uma escola da rede municipal.

Para ele, o teste mais honesto de qualquer gestão é simples: usar aquilo que se administra. Afinal, se a escola pública não serve para o filho do prefeito ou do político, dificilmente servirá para o restante da população. Um recado que, convenhamos, costuma causar mais desconforto do que debate entre muitos gabinetes.

 

*Foto: Reprodução/ Redes Sociais