Representantes da Equatorial, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estiveram reunidos na tarde desta quarta-feira (11) durante a solenidade de entrega final do projeto Modelo Digital de Impacto ao Patrimônio Arqueológico de Alagoas (MDIA). A iniciativa teve como objetivo principal mapear áreas com maior potencial de ocorrência de sítios arqueológicos no estado, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural e para o planejamento de empreendimentos.
Desenvolvido a partir de avanços tecnológicos, pesquisas arqueológicas e uma ampla base de dados geoambientais, que reúne informações sobre relevo, solos e redes hidrográficas, o modelo utiliza ferramentas digitais espaciais capazes de calcular probabilidades de ocorrência arqueológica em áreas ainda não pesquisadas. O projeto integra o Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PDI) da Equatorial, regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e contou com investimento de cerca de R$ 1,2 milhão.
Ao longo do desenvolvimento da pesquisa, a equipe percorreu mais de 500 quilômetros em atividades de campo, o que contribuiu para o mapeamento de 863 entidades arqueológicas em diferentes regiões do estado de Alagoas. Esse levantamento ajudou a fortalecer a base de dados utilizada na construção do modelo digital.
Principais benefícios
A ferramenta desenvolvida no decorrer do estudo, irá auxiliar no planejamento de obras de infraestrutura em Alagoas, incluindo projetos de expansão da rede elétrica, além de apoiar iniciativas de outros setores que realizam intervenções no território. Ao identificar previamente áreas sensíveis, o modelo contribui para evitar impactos ao patrimônio arqueológico e tornar mais eficientes os processos de licenciamento ambiental.
Durante a solenidade de entrega, o Gerente Corporativo de Meio Ambiente do Grupo Equatorial, Ivan Aragão, destacou a importância da iniciativa e da união entre diferentes instituições para a realização do projeto.
“Quando conhecemos o território para a implantação de uma linha de Distribuição, por exemplo, precisamos entender todas as características daquela região. Por isso, iniciativas como essa são tão importantes. Elas mostram como a união entre a iniciativa privada, a universidade e o órgão regulador pode gerar resultados concretos. Temos uma responsabilidade com a população de Alagoas e esse é um resultado para o estado. É um orgulho para nós participar de um projeto que vai trazer benefícios para Alagoas”, afirmou.
Na ocasião, Ivan também agradeceu a participação de todos os envolvidos no desenvolvimento do estudo e ressaltou que o projeto representa uma conquista coletiva. “Hoje é um momento de celebração. Esse é um trabalho construído por muitas mãos e que certamente deixará um legado importante para o estado”, completou.
Como funcionará a ferramenta?
Com a conclusão do estudo, os dados produzidos passam a compor uma base estratégica que poderá ser utilizada para consultas e para o planejamento de ações que conciliem o desenvolvimento de infraestrutura com a preservação do patrimônio arqueológico em Alagoas.
O modelo funciona por meio de uma cadeia de algoritmos capaz de analisar diferentes características ambientais de uma determinada área. A partir dessa análise, a ferramenta consegue estimar probabilidades de ocorrência de sítios arqueológicos, auxiliando pesquisadores e gestores no processo de tomada de decisão.
Para o desenvolvimento do projeto também foram realizados investimentos em aquisição de computadores, ampliação do acesso a informações e bases de dados abertos, além da formação e capacitação de estudantes e pesquisadores envolvidos na iniciativa.
O projeto contou com a participação de pesquisadores e estudantes da UFAL e da UFPI, incluindo alunos de graduação e pós-graduação das áreas de Geografia e História, além de colaboradores técnicos. A Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e Pesquisa (Fundepes) também atuou como parceira na execução da iniciativa.
