A Polícia Científica de Alagoas revelou que o cabeleireiro Edivaldo Gomes da Silva, de 49 anos, foi assassinado com extrema violência a pedradas e teve o corpo parcialmente queimado em uma tentativa de ocultação de cadáver, em Novo Lino, no interior do estado. O corpo foi encontrado despido no domingo (9), próximo a um ponto de ônibus às margens da BR-101.

Segundo a perícia, a vítima sofreu diversos golpes na cabeça e no rosto com uma pedra de grande porte, que chegou a se partir em três pedaços devido à intensidade das agressões.

O exame no local foi conduzido pelo perito criminal José Cláudio, da equipe de Perícia de Locais de Mortes Violentas. De acordo com ele, após o homicídio o autor ainda tentou incendiar o corpo utilizando pedaços de plástico encontrados atrás do ponto de ônibus.

A perícia também identificou que o corpo foi arrastado e passado por baixo de uma cerca de arame, com a intenção de ser jogado em uma ribanceira.

“O plano não foi concluído. Devido ao forte declive do terreno, o corpo acabou ficando preso na vegetação antes de atingir o fundo da ribanceira”, explicou o perito.

Durante os trabalhos, a equipe do Instituto de Criminalística observou que o ponto de ônibus onde o crime ocorreu não possui iluminação pública, fator que pode ter facilitado a ação criminosa e dificultado a presença de testemunhas.

No local, os peritos apreenderam o celular da vítima, que foi entregue ao delegado plantonista. O aparelho passará por análise e pode auxiliar nas investigações da Polícia Civil. Amostras de material genético também foram coletadas na pedra utilizada no crime para futuros exames de DNA.

De acordo com a perícia, os pertences da vítima foram encontrados no local, o que afasta, inicialmente, a hipótese de latrocínio.

O exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima confirmou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por instrumento contundente. O corpo também apresentava queimaduras nas duas pernas.

Os laudos periciais estão em elaboração e serão encaminhados à Polícia Civil, que investiga o caso.

*Com assessoria