Cerca de 500 mulheres ocuparam, na manhã desta segunda-feira (9), uma área da Mineração Vale Verde, no município de Craíbas, no Agreste de Alagoas. A mobilização integra a Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra e denuncia impactos atribuídos às atividades da mineradora na região.
O ato reúne integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e representantes de outros movimentos populares, como o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Movimento Popular de Luta (MPL), Movimento Via do Trabalho (MVT), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e o Movimento Terra Livre, além de organizações da região.
Instalada no Agreste alagoano desde 2007, a Mineração Vale Verde é responsável pelo chamado “Projeto Serrote”, que prevê a exploração de cobre por meio de uma mina a céu aberto. O empreendimento tem como objetivo a produção de concentrado de cobre para exportação e recebeu investimentos estimados em mais de R$ 700 milhões.
Segundo os movimentos que participam da mobilização, moradores de comunidades próximas relatam problemas associados à atividade mineradora desde o início das operações. Entre as denúncias estão possíveis contaminações de rios, morte de animais, tremores de terra e rachaduras em casas. Os relatos apontam ainda que explosões utilizadas no processo de extração mineral estariam afetando diretamente comunidades vizinhas.
Durante o protesto, as manifestantes também defenderam a necessidade de barrar o avanço da mineração na região e reforçaram a defesa das comunidades que afirmam ser impactadas pelas atividades.
Reforma agrária entra na pauta
Além das críticas à mineração, os movimentos também cobraram avanços na política de reforma agrária em Alagoas. Entre as reivindicações está a realização de uma audiência com o governador Paulo Dantas (MDB) para discutir a destinação das terras pertencentes à massa falida do Grupo João Lyra.
Outra demanda apresentada é a suspensão imediata de despejos de famílias que vivem atualmente em acampamentos no estado.
Com faixas e palavras de ordem, as manifestantes destacaram a defesa da distribuição de terras para produção de alimentos, geração de emprego e renda no campo. Segundo os movimentos, a reforma agrária é apontada como alternativa de desenvolvimento para o estado aliada à preservação ambiental.
*Com assessoria













