Na noite da sexta-feira, 27 de fevereiro, ela sentou ao meu lado, em um dos bancos do Teatro Homerinho, um tanto ansiosa, nervosa e foi logo me dizendo de um fôlego só:- Estava um tanto indecisa se era você mesma, mas, te reconheci pelos óculos ( azuis?). Pode assinar essa página do livro, pra mim?
E justificando o pedido: ‘Fui eu a responsável por ilustrar sua história, no livro Sereias Alagoanas, da professora da UFAL, Adriana Capretz, sou muito sua fã.’- afirmou a moça dos cabelos encaracolados e a essência do bem querer pairando no entorno.
Esta ativista fez barulho de festa, no abraço com cheiro de orvalho partilhado com moça, que com tanto zelo, maestria e delicadeza compôs, como ilustração, uma ‘cara’ expressivamente preta, que também, conta histórias.
Disse a ela que simplesmente amei a força da ilustração:- Essa sou eu, Arísia Barros, cabeça, lutas e inspirações.
Amanda Sousa é seu nome, uma jovem designer, ilustradora há 7 anos, e que já teve uma de suas artes atravessando os ares do Japão.
Tão chique ela!
E a ilustração de Amanda além de captar, de verdade, a essência desta ativista pautou a certeza de que ao longo desta dificil e muitas vezes, prazerosa jornada, nosso ativismo negro tem gerado histórias e tambem ilustrações belissimas, como as de Amanda Sousa.
Obrigada, por tanto, moça ilustradora.
Atotô!













