Com a proposta de, além de ser vitrine do artesanato autoral do estado, movimentar todo o bairro do Jaraguá, a Artnor apresenta seu Festival Gastronômico, unindo tradição, desenvolvimento territorial e identidade nordestina. De 13 a 22 de março, o maior evento de artesanato alagoano contará com um roteiro de sabores que apresenta pratos inspirados em artesãos e cidades alagoanas, todos com preços acessíveis.
Com curadoria da jornalista Nide Lins, o Festival foi pensado para criar uma integração entre os empreendimentos gastronômicos do Jaraguá e a Artnor. Assim, o evento se espalha também pelos próprios restaurantes, levando o clima da exposição por todo o bairro. Ao todo, 28 estabelecimentos de alimentação fora do lar participam da iniciativa, criando pratos, sobremesas e cervejas artesanais no valor de R$ 30.
“Muitos restaurantes no Jaraguá já incorporam o artesanato e ingredientes típicos de Alagoas em seus cardápios, como queijo coalho, carne de sol, camarão, feijão verde, bolo de milho, macaxeira e cuscuz. Os empresários se entusiasmaram com a proposta e se prontificaram a contribuir para que se estabeleça uma associação entre a arte produzida em Alagoas e a nossa culinária, que também carrega essa identidade nordestina e alagoana. Mais que um festival, a Artnor reforça que, em Alagoas, comer também é um ato cultural. No Jaraguá, cada prato conta uma história e cada história tem sabor de identidade”, pontua Nide Lins.
O festival reúne nomes tradicionais e apostas criativas. A Panificação Jaraguá, fundada em 1970, escolheu homenagear Caju Queimado, da cidade de Cajueiro, com um Baião de Dois com Castanha de Caju. Já o chef Thiago Brandão, do Brotto, além de apresentar o croquete de galinha caipira em tributo aos Mimos de Dona Peró, de Capela, preparou o menu executivo “Tradições Alagoanas”, com entrada, prato principal e sobremesa por R$ 74,00, em homenagem à própria Artnor.
A proposta gastronômica do menu disponível durante o mês de março é inspirada nas lembranças da culinária alagoana. Em Capela, onde tem vários artistas, o tradicional "caldinho de quenga" (o caldinho de galinha) será transformado em um croquete de galinha caipira, um bolinho cremoso que será servido tanto como entrada no almoço quanto como prato principal no Festival. O menu também conta com um prato inspirado na Ilha do Ferro e sobremesas que remetem às praias de Maceió.
“É interessante essa questão de homenagear nossos artistas e, principalmente, ressignificar o nosso artesanato como arte. Muitas vezes, quando falamos em artesanato, parece ser algo menor, mas são mestres, artistas que estão desenvolvendo uma assinatura própria. A grande expectativa que tenho com a Artnor é que ela consiga fazer essa ponte, ligar o bairro, atrair pessoas e contribuir para o crescimento e o ressurgimento de Jaraguá”, destaca Thiago Brandão.
Além de experimentar as riquezas gastronômicas do estado, quem consumir um dos pratos do Festival e realizar R$100 em compras na exposição recebe um ticket para concorrer ao sorteio de uma peça de artesanato.
“É mais uma das várias ativações preparadas para esta edição e mais uma forma de levar artesãos e público a outras áreas do Jaraguá, reforçando que a Artnor ultrapassa o espaço do armazém e se integra a todo o entorno”, pontua Marina Gatto, analista e coordenadora do Programa de Artesanato do Sebrae Alagoas.
A programação do Festival conta também com a carreta-escola do Senac Alagoas, que estaciona no Jaraguá oferecendo oficinas sobre gastronomia nordestina, aproximando ainda mais o público dos saberes e sabores da região.











