O Ministério Público de Alagoas (MPAL) realizou, nesta terça-feira (24), uma inspeção no Batalhão de Polícia de Radiopatrulha Montada (BPRMon), conhecido como Cavalaria, no bairro Chã da Jaqueira, em Maceió. A vistoria faz parte do calendário anual de inspeções às unidades da Segurança Pública do estado, definido pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Segundo a promotora Karla Padilha, coordenadora do Núcleo de Controle Externo da Atividade Policial, foram constatadas diversas irregularidades estruturais. Entre os problemas, estão infiltrações, portas danificadas, pisos inadequados e fiações expostas. “As instalações não oferecem segurança ao efetivo e precisam, com urgência, de um novo prédio. O atual é da década de 1990 e já passou por anos sem manutenção adequada”, afirmou.

De acordo com Padilha, a situação preocupa especialmente com a aproximação da quadra chuvosa, que agrava os danos. “Durante a chuva, o interior da unidade fica alagado. Há tetos cedendo, vergalhões à mostra e risco à saúde dos policiais devido à umidade, mofo e fungos. É claro que a reforma não é mais viável”, completou.

Relatórios técnicos da Defesa Civil de Alagoas, de 2024, apontaram deterioração estrutural elevada e falta de equipamentos de segurança contra incêndio. O MPAL informou que existe um processo em andamento, com recursos de R$ 14 milhões, destinados à construção de uma nova sede no mesmo terreno, atrás do atual prédio.

Padilha também citou atrasos recorrentes em obras de segurança pública. Como exemplo, mencionou a reforma do Quartel-Geral da Polícia Militar, que deveria ser concluída em seis meses, mas só começou quatro anos depois, gerando custos extras com locações de imóveis e dificultando o trabalho da corporação.

Além da Cavalaria, o Ministério Público alerta para a situação do hospital da Polícia Militar, da Corregedoria e do Comando de Policiamento da Capital, cujas estruturas também apresentam risco de deterioração com as chuvas. Um relatório final será produzido detalhando todas as irregularidades e recomendando providências ao comando da PMAL.

*Com Ascom MPAL