A primeira sessão do ano na Câmara Municipal foi marcada por críticas severas à Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Os parlamentares cobraram soluções imediatas para a falta de água que atinge diversos bairros, alegando que o serviço prestado está aquém da necessidade da população.

O tom predominante foi o de indignação. A Casal foi duramente criticada pela precariedade no abastecimento de água que assola diversos bairros e comunidades da zona rural da capital do Agreste.

O sentimento de insatisfação foi unânime entre os vereadores, que classificaram o serviço atual como "aquém das necessidades básicas" da população. Diante do cenário de torneiras secas e reclamações crescentes, o presidente da Casa, Léo Saturnino, anunciou que não pretende deixar o tema esfriar.

Leo afirmou que irá convocar, mais uma vez, a diretoria da Casal para uma audiência pública. O objetivo é exigir um cronograma claro de soluções e explicações técnicas para a intermitência no serviço que castiga as famílias arapiraquenses.

 

O "ar que custa caro": A denúncia de Vavazinho

Um dos momentos mais tensos da sessão foi protagonizado pelo vereador Vavazinho. O parlamentar levou ao plenário uma denúncia que já circula com força nas redes sociais: o registro de hidrômetros contabilizando a passagem de ar em vez de água.

"É um desrespeito com o cidadão. O consumidor não tem água para beber ou lavar a louça, mas o ponteiro do relógio não para de girar porque a tubulação está cheia de ar. O resultado é uma conta exorbitante por um serviço que não foi entregue", pontuou o vereador.

A denúncia levanta um alerta sobre a cobrança indevida e a falta de dispositivos que impeçam que o ar na rede seja faturado como consumo real, pesando no bolso do contribuinte em meio à crise de desabastecimento.

Com a pressão legislativa aumentando, a expectativa agora gira em torno da resposta da Casal e da marcação da data para a audiência.

Os vereadores sinalizam que, caso não haja uma melhora imediata, medidas jurídicas e administrativas mais severas podem ser tomadas em conjunto com órgãos de defesa do consumidor.