Enquanto o Brasil encerrou 2025 com a menor taxa anual de desocupação da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012, Alagoas aparece entre os estados que ainda enfrentam desafios significativos no mercado de trabalho.

Os dados divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o país registrou taxa média anual de desocupação de 5,6% em 2025, abaixo dos 6,6% de 2024 — até então o menor índice da série. No quarto trimestre do ano passado, o indicador nacional caiu para 5,1%.

Apesar do cenário positivo em nível nacional, Alagoas apresentou o menor nível de ocupação do Brasil em 2025: 47,5%. O índice mede a proporção de pessoas ocupadas dentro da população com 14 anos ou mais. O percentual alagoano ficou abaixo de estados como Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%), também entre os mais baixos do país.

Outro dado que chama atenção é a taxa de subutilização da força de trabalho. Em Alagoas, o índice foi de 26,8%, o segundo maior do país, ao lado da Bahia (26,8%), atrás apenas do Piauí (31,0%). A subutilização engloba desempregados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial.

O estado também registrou uma das maiores taxas de desalento do Brasil. Em 2025, 8,5% da população alagoana estava desalentada — ou seja, havia desistido de procurar trabalho por acreditar que não encontraria vaga. O percentual só é inferior ao do Maranhão (9,5%) e superior ao do Piauí (7,8%). A média nacional foi de 2,6%.

No cenário nacional, 20 das 27 unidades da federação alcançaram a menor taxa anual de desocupação da série histórica. O Brasil encerrou 2025 com 103 milhões de pessoas ocupadas — o maior contingente já registrado — e cerca de 6,2 milhões de desocupados, aproximadamente 1 milhão a menos que em 2024.

O rendimento médio real habitual no país ficou em R$ 3.560 em 2025. Já a taxa anual de informalidade foi de 38,1% da população ocupada.

A PNAD Contínua é o principal levantamento sobre o mercado de trabalho no país e entrevista, a cada trimestre, cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.