A previsão de temperaturas elevadas para o fim de semana deve movimentar o litoral alagoano, com moradores e turistas em busca de lazer à beira-mar. Antes de aproveitar o mergulho, porém, é recomendável consultar as condições de balneabilidade.
Boletim divulgado nesta semana pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) indica que, dos pontos analisados ao longo da costa, 53 estão liberados para banho. Em contrapartida, 15 trechos foram considerados inadequados e devem ser evitados pelos frequentadores.
O melhor desempenho foi registrado no litoral sul. Na região, 22 áreas estão próprias e apenas um ponto — situado a cerca de 300 metros da foz do Rio Niquim, na Barra de São Miguel — apresentou resultado insatisfatório. O índice representa 95,7% dos locais monitorados aptos para banho.
Em Maceió, o cenário é mais preocupante. Dos 20 pontos avaliados, 11 não atenderam aos padrões de qualidade estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), sendo classificados como impróprios.
O IMA também orienta que banhistas redobrem a atenção em áreas com registro de floração de algas, especialmente entre a região da Avenida e o bairro do Sobral. Mesmo quando liberados, esses trechos podem apresentar alterações na qualidade da água e oferecer riscos à saúde.
No litoral norte, as restrições se concentram em Maragogi. Entre os 25 pontos analisados no município, três foram considerados inadequados para banho.
Pelos critérios do Conama, uma praia é classificada como própria quando, em pelo menos 80% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, o nível da bactéria Escherichia coli permanece dentro do limite de 800 NMP (Número Mais Provável) por 100 mililitros de água. A condição de impropriedade é registrada quando esse parâmetro é ultrapassado ou quando a análise mais recente aponta índice superior a 2.000 NMP por 100 mililitros.












