Entre os dias 14 e 18 de fevereiro — de sábado a quarta-feira de cinzas —, a Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef) promove a Operação Carnaval na Central de Flagrantes, em Maceió.
Com plantões das 8h às 20h, uma equipe multidisciplinar de psicólogos, assistentes sociais e advogados garantirá atendimento imediato e humanizado a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência durante o período festivo.
A iniciativa é executada por meio do Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes (CAICA) Ana Beatriz, com base operacional no bairro do Tabuleiro do Martins.
A Operação Carnaval foi estruturada para responder ao aumento na circulação de pessoas e ao consumo de bebidas alcoólicas, fatores que elevam historicamente os casos de violência e vulnerabilidade social envolvendo o público infantojuvenil.
Para a secretária de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência, Tereza Nelma, a ação ratifica o compromisso institucional do Governo com a defesa de direitos e a prioridade absoluta prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.
A secretária destaca que a presença estratégica da Secdef na Central de Flagrantes é fundamental para reduzir a revitimização e assegurar que o acolhimento seja rápido e eficaz. “O Estado se faz presente para proteger quem mais precisa em um período de maior exposição a riscos”, reforça.
Como vai funcionar na prática?
Na prática, ao ser registrada uma ocorrência na Central de Flagrantes, a equipe do CAICA é acionada imediatamente. O atendimento ocorre em sala reservada, garantindo sigilo, escuta qualificada e orientação jurídica, com encaminhamentos diretos a órgãos como o Conselho Tutelar, Ministério Público e Defensoria Pública.
A gerente de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secdef, Priscila Morais, enfatiza que a atuação in loco permite uma resposta articulada e agilidade no fluxo de proteção.
“O compromisso da operação é assegurar que o acolhimento qualificado ocorra desde o primeiro contato, garantindo que os casos continuem sendo acompanhados pelo CAICA mesmo após o encerramento do período carnavalesco”, conclui.










