A falta de Profissionais de Apoio Escolar (PAEs) em algumas unidades de ensino da rede municipal de Maceió está impedindo que crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) possam assistir aulas. Mesmo com direito garantido por lei, mães desses alunos têm denunciado a situação. 

Os relatos vieram a público com o início do ano letivo. Uma mãe usou as redes sociais nesta segunda-feira (9), para contar que levou o filho autista para o primeiro dia de aula sendo informada de que ele só poderia permanecer na escola quando um PAE fosse disponibilizado. 

Sem previsão, a criança precisou voltar para casa. Na publicação, ela afirma que há crianças que passaram todo o ano letivo fora da escola, aguardando um profissional que não foi disponibilizado pelo Município. 

Essa não foi a primeira denúncia pública. Na semana passada, uma outra mãe atípica também utilizou as redes sociais para contar o seu relato. Segundo ela, a filha, de 7 anos e com TEA nível 3, nunca frequentou uma sala de aula por falta de um profissional que auxilie em suas necessidades.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que um desses casos já foi resolvido e o outro deve ser resolvido ainda nesta semana. Em nota, a pasta disse que já está providenciando esses profissionais. 

Leia a nota na íntegra

“A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informa que está providenciando o encaminhamento de PAEs (Profissionais de Apoio Escolar) para acompanhar duas crianças atípicas, ambas matriculadas na Escola Audival Amélio.

As crianças estudavam em outra unidade escolar e, este ano, foram transferidas para a Escola Audival Amélio. 

A transferência dos PAEs para acompanhamento ocorreria de forma simultânea, mas não aconteceu por questões burocráticas, que já estão sanadas.”