Sempre que se refere à disputa política a palavra “ódio” é central e onipresente nos textos jornalísticos.
Está claro: os dois personagens são citados exatamente por exalarem esse sentimento predominante nas redes sociais, que vivem em clima de guerra total.
(Estava nas manchetes de O Globo de ontem: “Como o ódio entre Renan Calheiros e Arthur Lira vai impactar a eleição”.)
Que ninguém se iluda achando que está em curso uma polarização política. O que existe é puro sulco de rancor e briga por espaço, que significa poder político e, por óbvio, dinheiro.
Debate de ideias ou discussão sobre agenda para Alagoas e/ou para o país é pura ausência.
Daí não resta opção para os dois “pensadores” que não o xingamento ou trucidamento moral (?!).
Se o “ódio” de Lira é mais silencioso, e é, o de Calheiros é bem ao seu estilo, que se apresenta em manifestações furiosas.
Aliás, parece cada vez mais difícil arrancar um sorriso do emedebista, até mesmo para o deputado Zé Wanderley, seu fiel escudeiro.
Não há, ressalte-se, um exagero da mídia nacional ao tratar do tema: é apenas a constatação do que existe aos borbotões.
É verdade: que falta faz um personagem da estatura do velho Teotônio Vilela!










