Consumidores alagoanos têm relatado uma prática recorrente em supermercados da capital e do interior: o preço anunciado na prateleira não corresponde ao valor cobrado no caixa. A divergência tem provocado constrangimento, atraso nas filas, perda de tempo e, em muitos casos, prejuízo financeiro para quem só percebe o erro após finalizar a compra.

As reclamações chegaram ao Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor de Alagoas (Procon-AL), que alerta para o aumento desse tipo de ocorrência. De acordo com o órgão, situações como promoções desatualizadas, etiquetas trocadas ou falhas no sistema de cobrança estão entre os principais problemas enfrentados pelos clientes.

Entre os casos mais comuns estão produtos com valor menor na gôndola do que no caixa, ofertas que não foram atualizadas corretamente, preços mal identificados entre itens semelhantes e falta de clareza entre preço unitário, por quilo ou promoções por tempo limitado.

O Procon lembra que, conforme o Código de Defesa do Consumidor (CDC), quando há divergência de preços, o cliente tem o direito de pagar o menor valor anunciado. A prática pode ser enquadrada como publicidade enganosa e resultar em autuação e multa para o estabelecimento.

Para evitar prejuízos, a orientação é que o consumidor fotografe os preços exibidos nas prateleiras, acompanhe os valores registrados no caixa e confira a nota fiscal antes de deixar o local.

Em caso de irregularidades, denúncias podem ser feitas ao Procon-AL pelo telefone 151, via WhatsApp pelo número (82) 98883-7586 ou presencialmente, mediante agendamento pelo site do órgão.