O sistema de renovação automática da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem sido alvo de críticas intensas. O vereador e especialista em trânsito Dr. Fábio Pereira (PSB), aponta situações alarmantes, como a renovação de documentos para pessoas que já faleceram ou motoristas com condições de saúde graves que os impediriam de dirigir com segurança.
De acordo com o parlamentar de Arapiraca, no Agreste de Alagoas, o processo automático não está filtrando motoristas com patologias visuais severas, como catarata, glaucoma, ceratocone e problemas de ofuscamento de visão noturna. Tais condições afetam diretamente a capacidade de reação e o controle do veículo, aumentando o risco de acidentes graves nas rodovias.
Além das questões visuais, o alerta do vereador Fábio Pereira se estende a motoristas com transtornos de déficit de atenção, uso de medicamentos controlados, epilepsia e até crises de hiperglicemia.
O perigo nas estradas
Um caso emblemático ocorreu recentemente em Palmeira dos Índios, onde um motorista apresentava níveis de glicose superiores a 500 mg/dL. Apesar do quadro clínico crítico, o condutor acreditava estar apto e o sistema de renovação automática poderia ter mantido sua licença ativa sem a devida revisão médica.
"Os acidentes nas estradas vão aumentar, não tenho a menor dúvida disso", afirma o especialista da área de saúde viária, enfatizando que a ausência de exames presenciais periódicos coloca em risco não apenas o condutor, mas todos os usuários das vias.
O lado oposto
Enquanto o governo defende a medida como uma forma de desburocratizar o Estado e facilitar a vida do cidadão, especialistas pedem uma revisão nos critérios.
A principal recomendação é que doenças crônicas ou condições que surjam com a idade sejam monitoradas de perto, algo que a automação pura e simples não consegue detectar.










