Ao contrário de muitos ex-ministros de Dilma Rousseff e de Lula, o alagoano Aldo Rebelo consegue manter-se vivo na mídia nacional.
Mudou seu discurso, mudou de lado, mas ele mantém o dom da oratória, agora para um novo público: a direita bolsonarista (ele pode ter como vice um ex-ministro de Bolsonaro), o agronegócio, os incomodados com a crescente preocupação ambiental.
(Ressalto e repito: ele tem o direito de ser o que quiser.)
Aldo Rebelo se define como “nacionalista”, o que ressaltou no lançamento, sábado passado, da sua candidatura a presidente pelo DC (Democracia Cristã), partido presidido pelo ex-deputado João Caldas, por aqui conhecido como “o grito do campo”.
Aliás, foi o pai do prefeito de Maceió quem lançou Rebelo à presidência da República, tornando-o uma alternativa a Flávio Bolsonaro, outro representante da extrema-direita na disputa para suceder Lula.
A se registrar: o silêncio público dos seus ex-camaradas de militância no PC do B local, partido que ele ajudou a transformar na maior força da esquerda alagoana nos anos de 1980.
Aliás, alguns deles, mesmo que discretamente - e nunca publicamente –, até o auxiliam na sua agenda local, voltada para a turma do agronegócio, também representada pelo “grito do campo”.







