Com 87 mortes por afogamento em 2025, Alagoas registrou, pelo terceiro ano consecutivo, redução nesse tipo de ocorrência. O número representa uma queda de 5,4% em relação a 2024, quando foram contabilizados 92 óbitos, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (30) pela Polícia Científica de Alagoas.
Os dados foram levantados pelo Serviço de Informação ao Cidadão (SIC), com base nas ocorrências que resultaram na entrada de corpos nos Institutos de Medicina Legal (IMLs) de Maceió e Arapiraca. Na comparação com 2020, ano com o maior índice da última década (129 mortes), a redução chega a 32,6%.
Entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, ao menos 45 municípios alagoanos registraram óbitos por afogamento. Maceió liderou o ranking, com 11 casos, seguida por Maragogi e Coruripe (6 cada), Marechal Deodoro (5) e Arapiraca e Delmiro Gouveia (4 mortes cada).
As praias concentraram o maior número de ocorrências, com 24 casos. Em seguida aparecem rios e riachos (17), açudes e barragens (16), lagos e lagoas (9), além de cacimbas, cisternas e caixas d’água (9). Piscinas somaram 5 mortes.
De acordo com o coordenador do SIC, Aarão José, os números reforçam a necessidade de ações permanentes de prevenção e conscientização. Ele destaca que muitos casos ocorrem em ambientes aquáticos improvisados, sem estrutura adequada ou presença de salva-vidas, além do desrespeito à sinalização nas praias e do consumo de bebida alcoólica.
O levantamento aponta ainda que 75 vítimas eram do sexo masculino e 12 do sexo feminino. A faixa etária mais atingida foi a de adultos entre 18 e 64 anos, com 60 registros. Também foram contabilizadas 10 crianças (0 a 12 anos), 7 adolescentes (13 a 17 anos), 9 idosos (65 anos ou mais) e 1 adulto não identificado.
Em relação à dinâmica dos casos, 16 vítimas chegaram a ser socorridas, mas morreram em unidades hospitalares. As demais tiveram o óbito confirmado ainda no local do afogamento.
*Com assessoria










