O deputado federal Marx Beltrão (PP) se manifestou nesta quinta-feira (29) nas redes sociais em protesto contra o crime que vitimou o cão Orelha, episódio que gerou comoção nacional e revolta generalizada. Em tom firme, Marx classificou o caso como um ato brutal de crueldade e cobrou punição exemplar e rigorosa aos responsáveis, destacando que maus-tratos a animais são crime previsto em lei. Para o parlamentar, não há qualquer justificativa quando a violência é praticada contra um ser indefeso.
O cão Orelha era um animal comunitário que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, no norte de Florianópolis, em Santa Catarina, sendo cuidado por moradores e frequentadores da região. Conhecido e querido pela comunidade local, o animal foi brutalmente agredido e morreu em decorrência dos ferimentos, em um crime que chocou o país. As imagens e relatos do caso provocaram indignação nacional e mobilizações por justiça.
Ao comentar o episódio, Marx Beltrão ressaltou que a comoção popular demonstra uma mudança clara de consciência coletiva e um limite imposto pela sociedade à barbárie. Segundo ele, o sofrimento imposto ao cão Orelha não pode ser tratado como fato isolado ou minimizado pelas autoridades. “Crueldade contra animais é crime e precisa ser tratada com a seriedade que o tema exige”, afirmou.
Marx Beltrão destacou que situações como essa exigem respostas firmes do Estado e aplicação efetiva da legislação existente. Para o deputado, a impunidade estimula a repetição de crimes e enfraquece a proteção aos animais em todo o país.
“Quem maltrata um animal revela desprezo pela vida e precisa responder por isso”, declarou.
A posição de Marx no caso do cão Orelha reflete uma trajetória contínua e consistente de atuação em defesa da causa animal no Congresso Nacional. O deputado é reconhecido como o parlamentar federal de Alagoas com maior volume de iniciativas nessa área e como uma das lideranças nacionais do tema na Câmara dos Deputados. Sua atuação é marcada por propostas legislativas, articulação política e presença constante no debate público.
Marx já exerceu a presidência da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, espaço a partir do qual impulsionou debates estratégicos e fortaleceu o enfrentamento aos maus-tratos. Durante esse período, defendeu o endurecimento das penas para crimes contra cães e gatos e consolidou o entendimento de que animais não podem ser tratados como objetos. A atuação contribuiu para ampliar o alcance nacional da pauta animal no Parlamento.
Entre os projetos de lei de sua autoria, estão propostas que regulamentam o controle ético populacional de cães e gatos por meio da castração, criam um cadastro nacional de caninos e felinos e instituem o cartão sanitário animal. Marx também apresentou iniciativas voltadas à proteção de animais comunitários, à promoção da guarda responsável e ao combate ao uso inadequado de medicamentos hormonais em fêmeas. As propostas enfrentam causas estruturais do abandono e do sofrimento animal.
O deputado ainda propôs audiências públicas para discutir políticas de controle populacional, saúde animal e o papel do poder público na prevenção dos maus-tratos. Além disso, apresentou projeto que tipifica como crime a prática ilegal da medicina veterinária quando esta resultar em sofrimento ou risco aos animais. Para Marx, legislar é apenas parte do trabalho, sendo essencial fiscalizar e cobrar resultados.
Ao reafirmar sua posição sobre o caso do cão Orelha, Marx Beltrão reforçou que seguirá atuando de forma firme e responsável na defesa dos animais. Para ele, proteger os animais é um compromisso ético que reflete diretamente o grau de humanidade de uma sociedade. “Defender a vida animal é defender justiça, respeito e civilização”, concluiu.









