A gestão do turismo no país passou a seguir um novo padrão com a consolidação do modelo brasileiro de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). A estratégia, coordenada pelo Ministério do Turismo, propõe que os municípios organizem seus atrativos e serviços a partir de planejamento integrado, uso de tecnologia e decisões baseadas em dados, com impacto direto na experiência do visitante e na qualidade de vida da população local.
Desenvolvida a partir de referências internacionais e adaptada à realidade nacional, a metodologia brasileira de DTI foi a primeira da América Latina com diretrizes próprias. O modelo vai além de soluções digitais pontuais e estrutura a política turística em nove eixos, entre eles governança, acessibilidade, segurança, sustentabilidade, criatividade e inovação, garantindo uma abordagem ampla e alinhada ao desenvolvimento urbano.
Como os destinos avançam no modelo DTI
A adesão ao programa ocorre por etapas definidas em manual técnico do Ministério do Turismo. O processo começa com um diagnóstico da maturidade do destino em cada eixo estratégico, seguido da elaboração de um plano de transformação com ações prioritárias. Durante a execução dessas medidas, o município recebe o reconhecimento de DTI em Transformação e, após auditoria, pode conquistar o Selo DTI Brasil, que atesta a qualidade da gestão turística.
Atualmente, 21 destinos já alcançaram o estágio de transformação, integrando uma rede de colaboração que envolve governos, setor privado e academia. Além do suporte metodológico, o Ministério do Turismo oferece capacitação técnica, ferramentas de apoio e incentiva a troca de experiências entre cidades, reforçada pela norma ABNT NBR 17259:2025, que estabelece requisitos para o sistema de gestão de destinos turísticos inteligentes no país.










