Pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), conhecido popularmente como enfisema pulmonar, estão enfrentando a falta de medicamentos essenciais que deveriam ser fornecidos pelo governo estadual, situação que pode levar ao agravamento da doença, internações e até mortes. A denúncia foi feita ao CadaMinuto por Aldo Agra de Albuquerque Neto, médico pneumologista e presidente da Associação Alagoana das Doenças do Tórax.

Segundo o especialista, a ausência dos remédios compromete diretamente o tratamento de uma doença que não tem cura e depende do uso contínuo de medicações para controle dos sintomas.

“O problema é que estão faltando todas as medicações para que o paciente não piore e precise ser internado”, afirmou.

Além da falta dos medicamentos, Aldo Agra denuncia que a “CEAF, o Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, não tem dado nenhum posicionamento ou informação sobre quando irão voltar a fornecer”.

A DPOC, conhecida popularmente como enfisema pulmonar, é uma condição progressiva e debilitante que dificulta a passagem do ar para os pulmões. A doença engloba bronquite crônica e enfisema, sendo frequentemente causada pelo tabagismo ou pela exposição prolongada a poluentes. Os pacientes convivem com falta de ar, tosse crônica e infecções respiratórias recorrentes, tendo o tratamento como principal objetivo o controle dos sintomas e a melhoria da qualidade de vida.

Entre as medicações em falta estão Alenia, medicamento inalatório usado para tratar e controlar doenças respiratórias; Spiolto (brometo de tiotrópio/cloridrato de olodaterol); Olodaterol, broncodilatador de longa duração; e Anoro Ellipta, remédio inalatório de uso contínuo para adultos.

O pneumologista alerta para as consequências diretas da interrupção do tratamento e alerta que “quando se tiram essas medicações dos pacientes, eles podem piorar os sintomas e ficam suscetíveis a exacerbações, aumentando as possibilidades de serem hospitalizados e até morrer”.

O pneumologista reforça que a continuidade do fornecimento é essencial e “manter essas medicações é importantíssimo para conter a doença, que não tem cura”.

Os medicamentos são fornecidos em nível ambulatorial à população em geral, o que torna a situação ainda mais grave para pacientes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde para manter o tratamento.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Saúde e informou que o medicamento Alenia teria chegado ao CEAF.