Alagoas está entre os estados do Nordeste que registraram avanço da seca nos dados mais recentes do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), com informações consolidadas de dezembro. De acordo com o levantamento, houve expansão das áreas classificadas com seca fraca (S0) e seca moderada (S1) no estado, cenário que também se repete em Sergipe e na Bahia.
O agravamento da situação hídrica no Nordeste ocorre em meio a um quadro climático influenciado pelo fenômeno La Niña, confirmado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A persistência do fenômeno tem provocado irregularidade no regime de chuvas em várias regiões do país, contribuindo para o avanço da estiagem, especialmente em áreas que já vinham apresentando déficits hídricos ao longo dos últimos meses.
Segundo a ANA, a região Nordeste apresentou piora nos indicadores de seca, com avanço da seca extrema (S3) em partes do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Em Alagoas, embora o cenário ainda não seja classificado como grave ou extremo, a ampliação das áreas afetadas por seca fraca e moderada acende um alerta para impactos progressivos, sobretudo na agricultura, nos recursos hídricos e no abastecimento em áreas mais vulneráveis.
O Monitor de Secas utiliza uma escala que vai de S0 (seca fraca) a S4 (seca excepcional) e avalia tanto impactos de curto prazo quanto efeitos de longo prazo sobre a hidrologia, o solo e a ecologia. Regiões com permanência prolongada da estiagem tendem a apresentar prejuízos cumulativos, mesmo quando os níveis iniciais da seca são considerados menos severos.
Enquanto algumas áreas do Sul e do Norte do país registraram melhora nos indicadores, o Nordeste segue sob atenção especial dos órgãos de monitoramento climático e hídrico. Para Alagoas, o cenário reforça a importância do acompanhamento contínuo das condições climáticas e da adoção de medidas preventivas para mitigar os efeitos da escassez de água nos próximos meses.










