Sentir cansaço após uma rotina intensa é comum, mas quando a exaustão persiste mesmo depois do descanso, o sinal de alerta deve ser ligado. A fadiga constante, acompanhada de alterações no humor e no corpo, pode indicar adoecimento emocional, segundo avaliação de especialistas da área da saúde mental.
De acordo com a psicóloga Tereza Cristina, da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), o cansaço considerado normal tende a melhorar com pausas e sono adequado. Já quando ele se mantém por dias ou semanas e vem acompanhado de desânimo, irritabilidade, dificuldade de concentração ou mudanças no sono e no apetite, pode estar relacionado a problemas emocionais ou físicos.

O esgotamento, explica a psicóloga, não surge apenas de questões individuais. Condições de trabalho, insegurança financeira, cobranças sociais e falta de apoio também pesam sobre a saúde mental. A fadiga persistente pode estar associada a quadros de ansiedade, depressão, estresse crônico e síndrome de Burnout, além de doenças clínicas como anemia, alterações hormonais e distúrbios do sono.
Outro ponto de atenção são os sinais físicos. O sofrimento emocional costuma se manifestar no corpo por meio de dores de cabeça frequentes, tensão muscular, dores nas costas, desconforto no estômago, sensação de peso no corpo e exaustão constante. Esses sintomas, muitas vezes, são respostas a um estresse prolongado.
A orientação é buscar uma unidade de saúde quando o cansaço interfere nas atividades do dia a dia, no trabalho, nos estudos ou nas relações pessoais, especialmente se vier acompanhado de tristeza constante, ansiedade intensa ou sensação de esgotamento total. Procurar ajuda, segundo especialistas, é uma forma de cuidado e prevenção.
O acompanhamento profissional permite uma avaliação integral da saúde e, quando necessário, o encaminhamento para atendimento em rede. O cuidado com a saúde mental, reforçam os especialistas, envolve tanto atitudes individuais quanto a construção de condições dignas de vida, trabalho e acesso aos serviços de saúde.
Fotos: Carla Cleto e Marco Antônio/Ascom Sesau









