O cenário político em Alagoas foi movimentado nesta segunda-feira (05) por um encontro estratégico entre lideranças do partido Solidariedade. O deputado federal e presidente nacional da sigla, Paulinho da Força, reuniu-se com o presidente estadual, Adeilson Bezerra, para alinhar o posicionamento do partido diante de um dos temas mais sensíveis da pauta legislativa de 2026: a PEC do Marco Temporal (PEC 48/2023).
A proposta, que já avançou no Senado Federal em dezembro de 2025, agora aguarda o veredito da Câmara dos Deputados. O encontro, que também contou com a presença do vice-presidente nacional da legenda, Felipe Espírito Santo, focou no impacto direto da medida para os agricultores de Palmeira dos Índios/AL.
O Dilema de Palmeira dos Índios
A preocupação central de Adeilson Bezerra reside na demarcação da terra indígena Xucuru-Kariri. Bezerra destacou que a questão fundiária afeta a dinâmica econômica e social de todo o município.
“Somos uma população superior a 71 mil habitantes, dos quais 2 a 3 mil se autodeclaram indígenas. Por isso, a questão da demarcação das terras mexe com todo o município. É uma preocupação real das famílias que dependem do campo”, pontuou Bezerra ao buscar orientações com o líder nacional.
Cronograma e Previsão de Vitória
Com a autoridade de quem exerce seu quinto mandato consecutivo, Paulinho da Força foi enfático e otimista sobre o desfecho da proposta no Congresso. Segundo ele, o Governo e a bancada ruralista devem acelerar o passo logo após o recesso parlamentar.
- Previsão de Votação: Final de fevereiro ou primeira semana de março de 2026.
- Estimativa de Votos: Superior a 350 parlamentares favoráveis.
- Garantia: "Posso te garantir que vamos ganhar essa luta. Tenho certeza de que os agricultores palmeirenses não sairão no prejuízo", afirmou o deputado.
Reconhecimento à Liderança Local
Durante a reunião, Paulinho da Força fez questão de elogiar a postura combativa de Adeilson Bezerra na defesa dos pequenos produtores rurais de Alagoas. Para o presidente nacional, a aprovação da PEC é uma questão de segurança jurídica.
“Parabéns pelo trabalho e pela luta em defesa das famílias de Palmeira dos Índios. Estamos dialogando intensamente em Brasília para garantir que essa mudança na Constituição dê a proteção que essas pessoas precisam para sobreviver e produzir”, concluiu Paulinho.










